Momentos Musicais: Ainda tem espaço para o CD

Momentos Musicais: Ainda tem espaço para o CD

Por favor, não me julguem, mas foi recentemente que descobri o Spotify e esta plataforma de músicas tornou um vício em minha vida. Gente, Spotify é vida! Fico agora o tempo todo com o fone ouvindo canções novas ou, simplesmente, lembrando aquela música das antigas. Mas, mesmo assim, falta alguma coisa. Falta ter o CD nas mãos. Peço, mais uma vez, não me julguem. O prazer de ter nas mãos o encarte do CD não tem preço.

Confesso que entrei no Spotify para ouvir a canção da Pitty com a Elza Soares, em seguida o disco de Chico Buarque e depois o da Mônica Salmaso. Adivinha o que eu fiz? Comprei o CD do Chico e da Mônica. Ouvir as canções de “Caravanas” percebendo os instrumentos, saber quem está tocando, ler o encarte, entender cada palavra das canções é um prazer. Pelo menos para mim e para alguns poucos.

Foto: Pexels

O prazer num encarte

Ter em minhas mãos um CD, ver o design da capa e do encarte e entender a ideia ali contida é uma experiência. Muitas vezes o trabalho gráfico do álbum ajuda a entender o que contém no disco. Além do mais, as capas estão cada vez mais trabalhadas, ousadas e criativas.

Estar apenas com as faixas do disco no celular ajuda na paixão e, num primeiro momento, introduzir o som do álbum em seus ouvidos. Mas estar com o CD nas mãos é ir, como diz Caetano Veloso, além. O encarte ajuda a viajar na música, perceber recados nas letras das canções e é a fonte mais segura de informações sobre o disco.

Tangível e inesquecível

O prazer de ver uma estante cheia de CDs, DVDs e livros é uma beleza. A visão do paraíso! Uma fonte de conhecimento musical e histórica diante de seus olhos de forma tangível, palpável, e porque não dizer, palatável. Sim, é possível “degustar” a música com aquela pequena bolachinha prateada nas mãos.

O que quero dizer com essa lengalenga toda é que o espaço para as plataformas digitais é algo que não tem volta e isso é muito bom. Graças a elas muitas pessoas conseguem produzir canções e mostrá-las para o mundo. Mas o espaço do CD palpável é legítimo e necessário. O material tangível é um cartão de visita para o artista e uma lembrança real do fã.

Sobre o Autor

Camila De Avila

Produtora editorial e jornalista, bailarina clássica pela Fundação Clóvis Salgado, cantora (nas horas vagas), especialista em história da Cultura e da arte e produção e crítica cultural. Eterna estudante da história da música brasileira.

comentários

  1. Cecilia Mariano de Matos
    02 de janeiro de 2018 em 16:46
    Resposta

    Estou amando a Camila arrasando com a Velise Maciel neste quadro novo do Casa Aberta. Eta casa de coisa boa. Conheci a Camila no Saraú com aquela alegria e irreverencia do Tutti. Da capacidade desta menina nem desconfia da metade. Bem o Tutti disse……MARAVILHOSA . Amei Camila você falando do Gonzaguinha

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