Turnê internacional: como fazer shows no exterior?

Turnê internacional: como fazer shows no exterior?

Rodar o mundo e poder levar sua música para as mais variadas pessoas. Aumentar o público e de quebra conhecer novos lugares. Há um momento na carreira musical em que é necessário conhecer outras culturas e romper barreiras . Quando falamos em turnê internacional, estamos pensando em acumular experiências e ampliar as possibilidades de sucesso.

Todo artista em algum ponto da carreira será "perturbado" com a ideia de uma turnê. Muitos já começam seus projetos idealizando o exterior, outros encontram essa oportunidade no meio do caminho, mas independente do momento, há alguns pontos importantes na hora de produzir seus shows no exterior.

Foto: Divulgação - Raphael Evangelista

Antes de pensar uma turnê, independente de onde seja, você precisa saber como encontrar o seu público. Há regiões com mais predisposição para certos estilos de música, há uma maior concentração de pessoas segundo faixa etária, diferenças culturais e econômicas que podem fazer o sucesso ou o fracasso da sua iniciativa. Então, comece fazendo uma lista de lugares que tenham a ver com sua proposta e seu som.*

Conhecer o seu produto é fundamental para conseguir vendê-lo. Se quer vender o seu show, você precisa saber explicar verbal e visualmente como ele acontece, quem pode gostar, quais são seus diferenciais e poder de atrair o público.

Depois de saber os locais que podem receber sua proposta, chega a hora de fazer um material lindo que mostre quem você é. O que vai impressionar os "compradores" de shows é sua capacidade de deixar claro de forma (bemmmm) resumida que você é profissional, sua carreira é sólida, sua música é boa e que você tem público ali naquela cidade.

Pé na estrada

violoncelista e produtor Raphael Evangelista está sempre em turnê e tem o passaporte carimbado dos mais diversos países onde já tocou. Para ele, o planejamento é muito importante antes de cair na estrada. Além de ter tudo bem planejado," muita perseverança e flexibilidade são fundamentais. Um músico de estrada precisa ser flexível e aberto para o inesperado que sempre aparece durante as viagens", afirma.

Importante também não prometer nada que você não possa cumprir! É importante agir com profissionalismo e preparar tudo com muita antecedência, de maneira que qualquer imprevisto possa ser resolvido sem queimar seu filme.

Na hora de vender

A maioria dos artistas emergentes não "vendem" seu show no exterior por um cachê fechado e sim têm uma oportunidade de mostrar seus trabalhos. Algumas vezes podem receber parte do valor arrecadado com bilheteria ou alguma outra recompensa, mas não vale a pena contar com bons cachês quando se está começando a internacionalização. Você precisa ser capaz de bancar essa turnê, ou seja, precisa ter uma grana de margem para cumprir com o que está propondo aos contratantes.

Em todas as oportunidades, cachês e tamanho de palcos dependem muito da consolidação e alcance do artista. Quando vamos tocar em um lugar diferente, a ideia é começar uma história ali, aumentar o público e fazer networking, não necessariamente fazer grana.

*Dica da tia Nathy: Procure se informar aonde os artistas com estilo parecidos ao seu estão tocando. Assim, você tem uma ideia da dimensão do espaço que existe para sua música.

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Sobre o Autor

Nathy Faria

"Nathy Faria é emprendedora à frente da La Otra (Agência de soluções criativas no ecossistema musical), cantora e compositora, com formação em jornalismo (UNI-BH, Brasil), música (Universidad de Évora - Portugal), mestrado em Economia Criativa y Gestão Cultural (Universidad Rey Juan Carlos - Espanha). Ao longo de 15 anos na música e sua experiência internacional, a artista participa de feiras internacionais como FIM (Guadalajara, MX), Midem (Cannes, FR), Porto Musical (Brasil), entre outras. Atualmente, mora em Madrid onde desenvolveu uma metodologia exclusiva de coaching para empreendimentos criativos e musiciais e acaba de ganhar um prêmio de inovação pela "Factoria Cultural" com a plataforma da La Otra.

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